quinta-feira, 10 de março de 2016

Do rompimento do pacto ao colapso.


Vamos combinar: sempre houve roubalheira, sim, sempre.
"O ladrão faz a ocasião" (BK)
O problema ocorre quando se ultrapassa o ponto de ruptura do pacto social. 
Quando o exemplo é tão escrachado e escrachar é tão mais fácil que, combinado com a pobre 
conexão e pobre educação que os pais conseguem dedicar aos filhos já que o trabalho os consome sobremaneira com sua respectiva atitude de dar bens materiais no lugar de relação devido à sua ausência, resulta no desastre total.
Se elegemos pessoas que não respeitam limites, não temos limites já que pra tudo tem um jeitinho 
e não ensinamos limites aos nossos filhos, lhes dando tudo que não tivemos, oferecemos todas as condições para o rompimento do pacto social que nos faz quem somos.
Roubos ocorrem em todas as instâncias e todos os setores em nossa sociedade mas parece que a indignação daqueles que acabam justificando seus atos pelos exemplos impunes dos que deveriam nos servir acaba dando aquele empurrãozinho que faltava de coragem, vai pelo caminho do "salve-se quem puder".
E o resultado é falta: de medicamentos, de bom senso, de atendimento em unidades de saúde 
em quaisquer níveis (ambulatórios, hospitais, exames etc), de respeito, de escolas (se rouba desde material escolar e mídias até material físico, cadeiras, mesas e lousas).
E o resultado é sofrimento.
E agora?

Bettina Korall
Psicóloga, psicoterapeuta especialista em doenças, sintomas e estresse pós-traumático.

Atende presencialmente em São Paulo e pelo Skype.