terça-feira, 15 de fevereiro de 2022

Covid e alterações no nervo vago

 https://revistagalileu.globo.com/amp/Ciencia/Saude/noticia/2022/02/disfuncao-no-nervo-vago-pode-explicar-sintomas-de-covid-longa-diz-estudo.html

sábado, 15 de janeiro de 2022

A caçadora de recursos

 A caçadora de recursos


Recursos são ideias imagens memórias que produzem uma resposta de prazer no organismo no corpo e que ajudam na autorregulação.

Você pode fazer esse teste agora mesmo. Sente-se em um lugar confortável enquanto lê esse texto. Perceba se sente o apoio do lugar em que você está sentado. Perceba se tem apoio nas costas. Perceba se seus pés estão apoiados e onde.

Agora pense em alguma coisa que só de pensar já produzem bem estar no corpo. Se for confortável e se você estiver em um lugar seguro, feche seus olhos. Continue pensando no recurso que você escolheu porque produz algo bom no corpo. E preste atenção do que acontece no seu corpo. E note o que acontece no seu corpo a seguir. É muito provável que você perceba uma sensação de prazer ou de soltura ou ambas no corpo. Na verdade esse mecanismo já ocorre no seu corpo mas é comum que ele passe por algum episódio que dificulte seu funcionamento então há a possibilidade de ajudá-lo com o uso de recursos. Ao longo do tempo você vai perceber que possui muitos recursos. E os usará quando for preciso. 

Eu sou uma caçadora de recursos. Tanto para o meu benefício quanto para os meus pacientes.

Recurse-se.


BSK

terça-feira, 4 de janeiro de 2022

Einstein e a felicidade

  



A mensagem deste bilhete curto é o segredo da felicidade, segundo Einstein

Físico descreveu o sentimento em apenas 17 palavras em uma mensagem que foi leiloada por mais de R$ 8 milhões


31.12.2021 | REDAÇÃO DA EMPRESA&NEGOCIOS


Albert Einstein é conhecido por descobrir a teoria da relatividade, entre muitas outras conquistas que mudaram a ciência. Mas você sabia que o físico também se interessava pela busca da felicidade e por saúde mental? A jornalista Jessica Stillman, do Inc., escreveu sobre o tema.


ALBERT EINSTEIN RESUMIU EM 17 PALAVRAS O QUE PENSAVA SOBRE A FELICIDADE (FOTO: PIXABAY)


Em 1922, um ano após ser laureado com o Prêmio Nobel, o físico viajou para o Japão e se via constantemente rodeado de admiradores curiosos. Aparentemente, desde essa época ele já se questionava sobre a felicidade, porque entregou bilhetinhos filosóficos a um mensageiro de hotel em vez de gorjetas. Em um deles, escreveu: “Uma vida calma e modesta traz mais felicidade do que a busca pelo sucesso combinada a constante inquietação.”


Não sabemos as motivações por trás do bilhete — talvez ele só estivesse sem troco para dar gorjetas —, mas a sua assinatura valeu e muito: em 2017, o bilhete, agora em posse de um familiar do mensageiro, foi leiloado por US$ 1,56 milhão (R$ 8,8 milhões).


É difícil chegar a um consenso acerca do conceito de felicidade. Outro laureado pelo Nobel, Daniel Kahneman apontou que muitas vezes, quando as pessoas falam de felicidade, elas estão descrevendo uma sensação momentânea, como o que sentem quando comem uma fatia de bolo de chocolate ou brincam com um filhote de cachorro. Outras vezes, querem falar de algo como satisfação ou o senso de contentamento que se tem ao conquistar algo importante.


Comumente, estas duas formas de felicidade entram em conflito. Ir atrás de grandes sonhos e enfrentar obstáculos pode fazer com que você se sinta derrotado em certos momentos. Brincar com cachorros (ou comprar coisas incríveis) pode trazer uma boa sensação, mas deixar um sentimento de vazio, se tudo o que tiver na vida forem estes breves instantes.

domingo, 5 de julho de 2020

Todo mundo quer ser escolhido



Sou filha de dois sobreviventes de guerra. E como judia, passo a vida tentando entender o que “provoca” o anti-semitismo. Qual seria a raiz do preconceito? Se é que preconceito tem outra raiz senão o medo. O medo do que é diferente? O medo do que você não conhece? Medo de que?
Na idade média, dos poucos que sabiam contar, os judeus, também proibidos de possuir terras, tornaram-se entre outras coisas, contadores, médicos, filósofos etc Mas se então já existia o anti-semitismo que inclusive impunha toque de recolher aos judeus que eram procurados por cães. (Daí a estranheza de muitos judeus aos cães que os perseguiam ao cair da noite.)
O anti-semitismo com a perseguição, espoliação e execução dos judeus forçando-os a sair da Espanha e de Portugal e emigrarem para a América do Norte e América do Sul, principalmente para o Brasil.
O anti-semitismo que levou todos os meus avós e tios para o extermínio nos campos de concentração na segunda guerra mundial.
O que poderia “levar” a isso? Nunca consegui entender...
Até que um dia conheci um rapaz do interior de Minas católico que queria muito se converter ao judaísmo. Ele fazia inúmeros cursos de leitura de Torá, frequentava a sinagoga todo Shabat , seguia mentores religiosos para aprender tudo sobre a religião judaica e possivelmente se converter, de preferência, em Israel porque era a única conversão que tinha real valor para ele.
Aí eu perguntei a ele porque ele queria tanto se converter...
Ele me contou que na infância quando ele ia à missa nos domingos com seus avós, o padre citando a Bíblia dizia que o povo de Israel, os judeus, eram o povo escolhido.
Escolhido para quê?

Bettina Sandel Korall

terça-feira, 19 de maio de 2020

Como melhorar a resiliência?


Aumentar a resiliência, melhora não só o sistema imunológico mas também a autoconfiança, o funcionamento do organismo, o humor etc
Então vamos lá.
Usamos recursos sempre sem nem pensar no assunto. O cérebro nos fornece imagens muito agradáveis que atuam em nossa neurologia e mudam imediatamente nossa percepção e sensações. Você experimenta isso sempre sem se dar conta.
Da mesma forma que imagens de momentos difíceis também podem ficar nos incomodando mesmo que nenhuma ameaça esteja acontecendo.
Ambos são fenômenos evolutivos.
O primeiro serve para restabelecer a auto-regulação e o segundo para que não esqueçamos do que pode ser ameaça a nossa vida. Ambos podem ser avariados diante de trauma(s). Por exemplo: pode ocorrer que o cérebro fique repetindo a lembrança de maneira exacerbada que prejudique a existência mesmo em tempos de paz e segurança. (Flashbacks)
A técnica de Experiência Somática usa recursos para restabelecer a auto regulação.
Tenho usado essa técnica há muitos anos e os resultados tem sido formidáveis.
Porém qualquer um pode usar sozinho seus recursos.
E é por isso que estou escrevendo este texto.
Vamos lá.
Pare um pouco. Sente-se ou simplesmente acomode-se onde puder. Se puder, feche os olhos. E agora, pense em alguma coisa muito boa, real ou imaginária, que pode ser também uma lembrança de cheiro, cor, ou outra coisa que só de pensar ou visualizar a imagem na mente, exista uma resposta agradável no organismo. Para mim, só fechar os olhos e lembrar de céu azul já funciona. Tenho uma paciente que lembra do cheiro de limão e funciona. Outra paciente imagina uma cachoeira belíssima e funciona. Outro paciente se lembra de imagens de praia, uma praia ideal, e funciona.
Outra paciente lembra-se de sorvete de chocolate e funciona.
Trata-se de usar um mecanismo inato,voluntariamente. 
Principalmente quando se faz necessário como agora.
Use e abuse de recursos mentais. Não existe contra indicação e acredite, funciona sempre.
Qualquer dúvida estou aqui para auxiliar. Disponha.

Bettina Sandel Korall
bettinakorall@uol.com.br

quarta-feira, 1 de abril de 2020

Todos têm razão?


Meu pai contava uma estória de dois sujeitos que diante de uma intensa discórdia, vão falar com o rabino que ouve o primeiro pacientemente e calmamente e ao final do relato diz:”você tem razão”. Ouve ao outro da mesma forma com atenção, paciência e calma e ao final do relato diz:”você tem razão”. É então que o assistente do rabino que estava ali acompanhando toda a questão retruca indignado:”mas não poder ser que os dois tenham razão, rabino!” Ao que o rabino responde:”você também tem razão”.
É exatamente esse o momento que estamos vivendo. O impensável está acontecendo: todos têm razão. Os que dizem que devemos fazer quarentena. Os que dizem que a economia não vai aguentar. Os que dizem que nós não vamos aguentar. Os que dizem que como o portador pode andar assintomático por duas semanas, todos vão pegar. Os que dizem que os que têm o sistema imunológico mais forte não apresentam sintomas mas ficam imunizados. Os que dizem que não sabem. Os que dizem que deve-se preservar os idosos e os que tem alguma ou algumas comorbidades. Os que dizem que a quarentena dos idosos pode se estender mais do que a do resto da população. Os que perguntam se os avós vão ficar de quarentena pra sempre...Os que dizem que a vacina está prestes a ser usada. Os que dizem, conforme velha piada, que não vai ter para todo mundo.
Todos têm razão.

sábado, 21 de março de 2020

Minha maior lição "so far"

Meu pai costumava contar uma estória hassídica que ouvi, em alguma ocasião, sendo contada pelo Rabino Henri Sobel.
Fiquei muito emocionada quando ouvi.
Vou tentar contar para vocês do que eu me lembro.
Talvez, alguém conheça uma versão melhor então, por favor...
“Sujeito morreu e quando chegou lá do outro lado, o levaram primeiro para fazer um “tour”. Talvez até para que ele pudesse escolher. Primeiro o levaram para o suposto Céu onde todos estavam ao redor de uma imensa mesa farta de tudo que se pode imaginar. Talheres de ouro. Taças de cristal. Bebidas incríveis. As mais saborosas iguarias. Havia de tudo. De todos os países. E todos se rejubilavam. Cantavam, dançavam.
Em seguida, o sujeito foi levado por um elevador, lógico, para o suposto Inferno. Onde havia também uma enorme, imensa mesa. Igualmente farta. Com as mesmas iguarias. Do mundo inteiro. Os mesmos talheres de ouro. As mesmas taças de cristal. E ninguém comia nada. Ninguém bebia nada.
Lógico que o sujeito perguntou ao guia o porque de ninguém se alimentar, beber, cantar e dançar como no Céu. E o guia explicou: Presta atenção nos cotovelos das pessoas. Estão soldados ao contrário. Foi aí que o sujeito notou que era verdade. Os cotovelos estavam ao contrário. Então, a única maneira das pessoas comerem, era uma alimentando a outra. O que acontecia no Céu.
Até agora, compartilho com vocês, das lições que tenho aprendido nesses últimos dias de confinamento, a maior.
Que todos sejamos abençoados com a vida.
Fiquem bem.
“Tamu junto”
Namasté