A cidade nos engole e nos digere.
Caminhões passam lentamente
A vida é bela e feia ao mesmo tempo
Vales e não valem a geografia da alma
Conquistando arduamente imobilização
Do nada de si,
Só sobrou a casca
Casca linda mas casca, fina e ruim
Casca cruel e delicada, frágil e fingida
Casca vendida por sonhos de ser feliz
Casca sonhadora e frustrada
Casca delicada
Cai e expõe a noz de vida ruim e vazia
Como não ser quem se é?
Como não se ver de vez em quando?
Como viver com tanta saudade de si?
Como voltar ao ninho vazio?
Abandonado pela ambição
De nada sentir, nada sofrer
Vida só de prazer?
E a cidade nos engole e nos digere
Caminhões passam lentamente
A vida é bela e feia ao mesmo tempo
Vales e não valem geografia da alma
Conquistando parcialmente o nada de si
Sem saber o que a alma diz
O que o desejo quer
E nem mais o que é ser feliz...
Nenhum comentário:
Postar um comentário