“O Princípio do prazer versus o Princípio da realidade.”
Aqui não tem nada de novo.
Vários pensadores abordaram a questão do “princípio do prazer” versus o “princípio da realidade”. Uma das uma melhores contribuições foi a de
Sigmund Freud (1856-1939),
chamado de “o pai da psicologia” embora hoje, penso mesmo que ele foi o “tio” da psicologia...(rs...)
Hoje a gente já sabe que a psicologia tem vários "tios" e nenhum "pai".
Ele detecta que o ser humano tem em constante conflito o “princípio da realidade versus o princípio do prazer”. (O que é absolutamente genial!)
E a gente identifica isso na nossa vida, fácil! Fácil!
Quantas vezes, a gente tem que deixar de fazer alguma coisa que está adorando fazer, porque tem que fazer outra, por obrigação ou responsabilidade?
Bate o “princípio da realidade" de frente com "o princípio do prazer”. Você tem que fazer um relatório ou qualquer outra obrigação e está esparramado no sofá curtindo uma
preguicinha básica com um petisquinho e uma bebidinha...Quem vai querer largar o sofá numa circunstância dessa? É domingo...
“Eu até gostaria de ficar mais tempo de férias do que eu fico mas acontece que meu salário não dá para ficar mais tempo de férias...”
Sacou o “princípio da realidade”?
“Não é que eu não gostaria, eu gostaria muito..., mas não dá”
E as vezes, muitas vezes, é possível que você tente construir sua existência conforme seu sonho...
A infância dos seus sonhos, a família dos seus sonhos, a faculdade dos seus sonhos, o trabalho dos seus sonhos, o carro dos seus sonhos, a mulher dos seus sonhos,
e bumm!!! Choque com a realidade.
Esse choque pode acontecer em qualquer dimensão das nossas vidas...
É comum, é muito comum da juventude, desafiar essa lei do “princípio da realidade” versus "princípio do prazer".
Porque, na verdade, o jeito é ir temperando as duas instâncias da realidade e do prazer, na sua vida.
Mas é da juventude, em geral, desafiar essa lei...
Porque a gente cria eles bem, alimenta eles bem...dá uma boa caminha, dá conforto...e depois eles não querem deixar esse conforto de jeito nenhum...
“Princípio do prazer” a toda. "Princípio da realidade" a toda.
E como na física, eles possuem forças equivalentes.
É da nossa cultura criar nossos filhos com muito mais liberdade e prazer que nossos pais relatam ou nossos avós.
O que provoca mais ansiedade em nossos pimpolhos que não estão muito familiarizados com frustração.
Assim como também não estamos muito acostumados, por causa da nossa cultura, a prestar atenção
longamente a nada, o que resulta numa epidemia de “DDA” (“Disturbio de Atenção”).
As coisas são apresentadas sucinta e resumidamente porque senão você “perde” seu interlocutor.
A gratificação tem que ser imediata, senão eu passo pra outra coisa. Eu me desinteresso.
Vejo isso muito também nas relações humanas. Pouca paciência para investir.
Para construir.
Acaba faltando consistência nas relações.
Da mesma forma que nada é, também, muito profundo.
Novamente, o que me levou a escrever foi a constatação de que muito sofrimento, nas nossas vidas, vinha da colisão desses dois "mundos",
o do prazer e o da realidade.
A idéia era provocar uma reflexão sobre o tema. Provocou?
por Bettina korall
bettinakorall@gmail.com
Nenhum comentário:
Postar um comentário