sábado, 16 de dezembro de 2023

Você sabe porque as pessoas usam máscaras?

 Você sabe porque as pessoas usam máscaras?


As pessoas usam máscaras para esconder a sua dor. Todo mundo quer parecer simpático, feliz, sorridente.

Mas a dor não deixa. Então vai se formando uma máscara tanto física quanto emocional e que também funciona como um escudo. Contra mais dor. A dor de todas as frustrações da vida, de todas as perdas, de todas as saudades, de todos os “nãos”. Essa máscara é uma defesa. Contra mais dor. 

Os “nãos” assim como os “sins” são partes da nossa vida. Mas com os “sins” a gente sente que tá tudo bem, que está tudo certo. Com os “nãos” a gente sofre. Sofre mesmo. Tem gente que nem percebe. Como a estória do sapo que vai cozinhando na panela de água fervendo aos poucos. O “nãos” vão se acumulando. Tem gente que consegue construir válvulas boas de escape. O que eu chamo de “recursos”. Tem gente que consegue construir uma máscara tão fina e frágil que ela as vezes deixa transparecer quem de fato a pessoa é. Até para ela mesma. Mas as vezes existem máscaras sobre máscaras. Em camadas. As pessoas têm consciência dessas máscaras em diferentes níveis. Alguns mais, outros menos. É quase impossível viver sem máscaras. Totalmente despido de vaidade ou medo da dor. Tive notícia de muito poucos seres que viveram sem máscara. Ex: Gandhi

A máscara começa a se construir na infância. Na primeira vez que acontece uma frustração e se tem que esconder os sentimentos, dos outros e/ou de si mesmo, para sobreviver. 

Quantos choros engolimos para seguir em frente. É da nossa natureza. As máscaras servem para esconder as dores, as mágoas, os ressentimentos, as raivas, os ódios  e outos. 

Minha função é auxiliar o indivíduo a processar sentimentos insuportáveis para que integrados eles permitam uma viagem mais suave. Mais possível. Menos sofrida. Mais frutífera. Mais integrada. Com os métodos neuroexperienciais (somatic experiencing, brainspotting) menos verbais e subcorticais. Isso é possível, inclusive em menos tempo com muito resgate de conforto emocional. Numa perspectiva compreensiva, benevolente e compassiva. Principalmente consigo mesmo.


Bettina Sandel Korall


sábado, 15 de janeiro de 2022

A caçadora de recursos

 A caçadora de recursos


Recursos são ideias imagens memórias que produzem uma resposta de prazer no organismo no corpo e que ajudam na autorregulação.

Você pode fazer esse teste agora mesmo. Sente-se em um lugar confortável enquanto lê esse texto. Perceba se sente o apoio do lugar em que você está sentado. Perceba se tem apoio nas costas. Perceba se seus pés estão apoiados e onde.

Agora pense em alguma coisa que só de pensar já produzem bem estar no corpo. Se for confortável e se você estiver em um lugar seguro, feche seus olhos. Continue pensando no recurso que você escolheu porque produz algo bom no corpo. E preste atenção do que acontece no seu corpo. E note o que acontece no seu corpo a seguir. É muito provável que você perceba uma sensação de prazer ou de soltura ou ambas no corpo. Na verdade esse mecanismo já ocorre no seu corpo mas é comum que ele passe por algum episódio que dificulte seu funcionamento então há a possibilidade de ajudá-lo com o uso de recursos. Ao longo do tempo você vai perceber que possui muitos recursos. E os usará quando for preciso. 

Eu sou uma caçadora de recursos. Tanto para o meu benefício quanto para os meus pacientes.

Recurse-se.


BSK

terça-feira, 4 de janeiro de 2022

Einstein e a felicidade

  



A mensagem deste bilhete curto é o segredo da felicidade, segundo Einstein

Físico descreveu o sentimento em apenas 17 palavras em uma mensagem que foi leiloada por mais de R$ 8 milhões


31.12.2021 | REDAÇÃO DA EMPRESA&NEGOCIOS


Albert Einstein é conhecido por descobrir a teoria da relatividade, entre muitas outras conquistas que mudaram a ciência. Mas você sabia que o físico também se interessava pela busca da felicidade e por saúde mental? A jornalista Jessica Stillman, do Inc., escreveu sobre o tema.


ALBERT EINSTEIN RESUMIU EM 17 PALAVRAS O QUE PENSAVA SOBRE A FELICIDADE (FOTO: PIXABAY)


Em 1922, um ano após ser laureado com o Prêmio Nobel, o físico viajou para o Japão e se via constantemente rodeado de admiradores curiosos. Aparentemente, desde essa época ele já se questionava sobre a felicidade, porque entregou bilhetinhos filosóficos a um mensageiro de hotel em vez de gorjetas. Em um deles, escreveu: “Uma vida calma e modesta traz mais felicidade do que a busca pelo sucesso combinada a constante inquietação.”


Não sabemos as motivações por trás do bilhete — talvez ele só estivesse sem troco para dar gorjetas —, mas a sua assinatura valeu e muito: em 2017, o bilhete, agora em posse de um familiar do mensageiro, foi leiloado por US$ 1,56 milhão (R$ 8,8 milhões).


É difícil chegar a um consenso acerca do conceito de felicidade. Outro laureado pelo Nobel, Daniel Kahneman apontou que muitas vezes, quando as pessoas falam de felicidade, elas estão descrevendo uma sensação momentânea, como o que sentem quando comem uma fatia de bolo de chocolate ou brincam com um filhote de cachorro. Outras vezes, querem falar de algo como satisfação ou o senso de contentamento que se tem ao conquistar algo importante.


Comumente, estas duas formas de felicidade entram em conflito. Ir atrás de grandes sonhos e enfrentar obstáculos pode fazer com que você se sinta derrotado em certos momentos. Brincar com cachorros (ou comprar coisas incríveis) pode trazer uma boa sensação, mas deixar um sentimento de vazio, se tudo o que tiver na vida forem estes breves instantes.

domingo, 5 de julho de 2020

Todo mundo quer ser escolhido



Sou filha de dois sobreviventes de guerra. E como judia, passo a vida tentando entender o que “provoca” o anti-semitismo. Qual seria a raiz do preconceito? Se é que preconceito tem outra raiz senão o medo. O medo do que é diferente? O medo do que você não conhece? Medo de que?
Na idade média, dos poucos que sabiam contar, os judeus, também proibidos de possuir terras, tornaram-se entre outras coisas, contadores, médicos, filósofos etc Mas se então já existia o anti-semitismo que inclusive impunha toque de recolher aos judeus que eram procurados por cães. (Daí a estranheza de muitos judeus aos cães que os perseguiam ao cair da noite.)
O anti-semitismo com a perseguição, espoliação e execução dos judeus forçando-os a sair da Espanha e de Portugal e emigrarem para a América do Norte e América do Sul, principalmente para o Brasil.
O anti-semitismo que levou todos os meus avós e tios para o extermínio nos campos de concentração na segunda guerra mundial.
O que poderia “levar” a isso? Nunca consegui entender...
Até que um dia conheci um rapaz do interior de Minas católico que queria muito se converter ao judaísmo. Ele fazia inúmeros cursos de leitura de Torá, frequentava a sinagoga todo Shabat , seguia mentores religiosos para aprender tudo sobre a religião judaica e possivelmente se converter, de preferência, em Israel porque era a única conversão que tinha real valor para ele.
Aí eu perguntei a ele porque ele queria tanto se converter...
Ele me contou que na infância quando ele ia à missa nos domingos com seus avós, o padre citando a Bíblia dizia que o povo de Israel, os judeus, eram o povo escolhido.
Escolhido para quê?

Bettina Sandel Korall

terça-feira, 19 de maio de 2020

Como melhorar a resiliência?


Aumentar a resiliência, melhora não só o sistema imunológico mas também a autoconfiança, o funcionamento do organismo, o humor etc
Então vamos lá.
Usamos recursos sempre sem nem pensar no assunto. O cérebro nos fornece imagens muito agradáveis que atuam em nossa neurologia e mudam imediatamente nossa percepção e sensações. Você experimenta isso sempre sem se dar conta.
Da mesma forma que imagens de momentos difíceis também podem ficar nos incomodando mesmo que nenhuma ameaça esteja acontecendo.
Ambos são fenômenos evolutivos.
O primeiro serve para restabelecer a auto-regulação e o segundo para que não esqueçamos do que pode ser ameaça a nossa vida. Ambos podem ser avariados diante de trauma(s). Por exemplo: pode ocorrer que o cérebro fique repetindo a lembrança de maneira exacerbada que prejudique a existência mesmo em tempos de paz e segurança. (Flashbacks)
A técnica de Experiência Somática usa recursos para restabelecer a auto regulação.
Tenho usado essa técnica há muitos anos e os resultados tem sido formidáveis.
Porém qualquer um pode usar sozinho seus recursos.
E é por isso que estou escrevendo este texto.
Vamos lá.
Pare um pouco. Sente-se ou simplesmente acomode-se onde puder. Se puder, feche os olhos. E agora, pense em alguma coisa muito boa, real ou imaginária, que pode ser também uma lembrança de cheiro, cor, ou outra coisa que só de pensar ou visualizar a imagem na mente, exista uma resposta agradável no organismo. Para mim, só fechar os olhos e lembrar de céu azul já funciona. Tenho uma paciente que lembra do cheiro de limão e funciona. Outra paciente imagina uma cachoeira belíssima e funciona. Outro paciente se lembra de imagens de praia, uma praia ideal, e funciona.
Outra paciente lembra-se de sorvete de chocolate e funciona.
Trata-se de usar um mecanismo inato,voluntariamente. 
Principalmente quando se faz necessário como agora.
Use e abuse de recursos mentais. Não existe contra indicação e acredite, funciona sempre.
Qualquer dúvida estou aqui para auxiliar. Disponha.

Bettina Sandel Korall
bettinakorall@uol.com.br