domingo, 30 de outubro de 2011

É hora de fazer justiça ao trauma?


Aspectos positivos do trauma?

O que significa isso??

Fui procurada pelo trauma "pessoalmente" para lhe fazer justiça.

O "trauma" é constantemente responsabilizado pelas coisas que deram e dão "errado" em nossas vidas.

Ou por perdas de capacidade.

A gente fala constantemente de sintomas pós traumáticos, os famosos sintomas pós traumáticos, que podem surgir imediatamente

após o "trauma" (as aspas são apenas por cuidado e respeito), ou anos depois do evento traumático.

E de quanto de nossas limitações são atribuídas a esses sintomas limitadores.

Como por exemplo nos medos (de elevador, avião, escada rolante, dirigir, e outros tantos...)

Mas nada, absolutamente, nada tem sido dito em favor do "trauma".

Em meus anos de clínica, tenho podido perceber o quanto "traumas" são responsáveis por grandes impulsos na vida das pessoas.

Pessoas que se sentiram humilhadas na infância e que desenvolveram um grande sentido de poder e crescimento.

Tenho visto isso muito.

Atletas que foram impulsionados por suas deficiências.

Nadadores que foram levados à natação porque tinham problemas respiratórios.

Sim, muitos dos nossos traumas, de certa forma nos impulsionam a “crescer” para lidar com as situações muito fortes.

Parece que, quando o "trauma" não destrói, torna o ser mais resiliente. O conhecido: "o que não mata, engorda"?

Aquilo que superamos pode nos tornar mais fortes? As vezes, sim. Alguns são paralisados pelo “trauma“.

Enquanto que outros, são impulsionados.

Possivelmente porque diante da dificuldade, temos a oportunidade de nos testarmos?

Ou talvez, porque diante da dificuldade temos a oportunidade de perceber o que é a felicidade de habitar a falta da dificuldade.

Como diriam os antigos marxistas, bem dialético.

E aí, já chegamos à conclusão de que o "trauma" constrói??

A idéia aqui não é fazer apologia do "trauma" e nem o jogo do contente mas, de perceber que a vida, assim como a estrada,

é feita de acidentes e também de belas vistas e bons momentos.

sábado, 15 de outubro de 2011

"Crise e Irritação" ou "Tá todo mundo nos cascos?"

Um epidemia vem tomando conta do país: a irritação.

Trata-se da hipersensibilidade aumentada pelo estresse.

O estresse é fruto de excesso de desgaste físico e mental também aumentados pela crise. Tem coisas que te cansam, tem coisas que te estressam. Por exemplo: você conversa com alguém por várias horas; isso te cansa. Você conversa com alguém cujo jeito te desagrada, cujo ritmo, as opiniões e valores são muito diferentes dos teus; isso te estressa, te desgasta.

Trabalha-se mais, ganha-se menos. Trabalha-se mais, descansa-se menos. Ter que lidar com centenas de coisas ao mesmo tempo com poucas chances de lazer, prazer e descanso. O estresse pode ser também sintoma de que a pessoa está longe de ser aquilo que gostaria, longe dos seus sonhos. Mas isto já é uma outra estória.

As situações de estresse incrivelmente aumentado são as situações tais como problemas graves de saúde, grandes perdas afetivas (separação e/ou luto), problemas financeiros constantes e outros.

Essas situações de estresse costumam afetar-nos de modo a deixar-nos bem mais vulneráveis, mais fragilizados, mais sensíveis, mais irritáveis, mais irritadiços.

Estamos percebendo isso no nosso dia a dia. No trânsito, no trabalho, nas relações, estamos menos tolerantes, mais “pavio curto”.

Não é a toa que o mundo inteiro reclama da violência. A violência não é obrigatoriamente fruto da pobreza mas com certeza pode ser fruto de desespero prolongado. São comuns os filmes que ligam a violência ao estresse.

Hollywood adora abordar o tema em seus filmes.

Porém, o que queremos aqui é refletir sobre essa sensibilidade estranhamente aguçada que faz com que se reaja com excessiva mágoa a qualquer toque do outro. Qualquer toque que nos exponha ou que nos faça sentir expostos. Lançados a mercê do julgamento alheio, da apreciação alheia ou da depreciação alheia. Antigamente se dizia "estar nos cascos" a respeito de alguém que se "toca", que se irrita por qualquer coisa. É, parece que a crise nos deixa "nos cascos".

Crise- s.f. Transformação, conjuntura e perigo,situação difícil.(Silveira Bueno)

Transformação !!!

E é graças a essa hipersensibilidade que a crise pode ser uma grande oportunidade de depurar os sentidos, burilar a personalidade, perceber que aquilo que nos irrita nos outros é exatamente o que, em nós, irrita os outros.

Incrível, não ? Por que ? Você achava que não irritava ninguém ?

Oh santa ingenuidade !

Bem, que mais podemos então aprender com a crise ?

Quem sabe, se colocar no lugar do outro, lembra-nos constantemente que quanto mais fragilizados, ficamos mais sensíveis, fáceis de nos irritar, mais intoleráveis. Lembrar disso para não ferir gente que a gente não queria ferir. Vale ? Não sair por aí distribuindo "patadas".

A crise financeira em que nos achamos, apesar das francas promessas de melhora, nos lança na irritação, na diminuição considerável da paciência (ciência da paz). Coisas que em outras épocas não nos afetaria, em tempos "bicudos" nos faz "subir nas tamancas".

A própria compreensão de que estamos em constante estado de alerta faz com que possamos lidar um pouco melhor com nossa própria falta de paciência.

Diante de dificuldade só nos resta crescer. Crescer ? Sim ! Crescer.

Quando a situação está além do meu controle, tudo que me resta é "agrandar" minha compreensão e minha capacidade de lidar com o desconforto. Desconforto gerado pela insegurança provocada pela crise. Complicado ?

Nem tanto, se você se lembrar da velha e meio esquecida gentileza. É, sabe aquela gentileza de cumprimentar todo mundo que passar perto de você com um sorriso. Perguntar da família. Não esquecer do “por favor” e “obrigado” o dia todo.

Você acha difícil exercer essa cordialidade com tantos problemas que você tem que enfrentar todo dia ? Faz uma forcinha ! Lembre-se que a gentileza, assim como a irritação, também é contagiante. Bom humor é contagiante. Sorrir é contagiante. Alegria é contagiante. Vamos nos contagiar de bom astral. Vamos contagiar os outros com nosso melhor sorriso. De qualquer modo, se preocupar um pouco mais com os outros é sempre uma boa receita para sair um pouco dos próprios problemas.

A empatia que é a qualidade de se colocar no lugar, na pele do outro, é característica dos humanos mais evoluídos. Se nos colocarmos mais constantemente no lugar daquele outro que estamos “xingando” no trânsito, ou daquele outro que nos irritou no trabalho ou daquele chefe que nos exige demais porque o seu próprio emprego está em risco, estaremos dando uns passinhos a mais na direção da nossa própria felicidade. A felicidade que é feita de pequenas coisas.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Encontros e despedidas?



O que acontece atualmente com os relacionamentos românticos?


Por que ocorrem tantos desencontros no Amor? O que se espera de um relacionamento? Homens e mulheres são realmente de planetas diferentes?

Essas são as perguntas mais comuns no consultório quando se trata de relacionamento. E surpreenda-se. Tanto por mulheres quanto por homens na mesma proporção. Pois é, parece que homens e mulheres refletem sobre as mesmas coisas no que diz respeito a relacionamento amoroso. Aparece aqui já uma dica sobre a questão se somos ou não de planetas diferentes. Não somos, não!

Pelo contrário, estamos ficando tão parecidos, homens e mulheres, que já não temos mais a menor idéia do que é papel de um, o que é papel do outro. Isso não seria problema se soubéssemos nos comunicar melhor uns com os outros, digo homens e mulheres, porém ainda precisamos melhorar muito nesta arte.

Há apenas algumas décadas, homens e mulheres tinham papéis bem definidos. Tipo o homem era o único provedor e portanto detentor do poder, era quem mandava, na relação mulher-homem.

Somente este aspecto já modifica radicalmente o relacionamento, não é ? Hoje os dois provêm, trabalham, mantêm a casa, "mandam", tomam todas as decisões pertinentes a relação.

Esta falta de roteiro permite tantos roteiros quanto se queira inventar. Quanto as diferenças entre mulheres e homens, padecemos das mesmas coisas, das mesmas inseguranças, da mesma fragilidade, da mesma vontade de sermos amados, sermos cuidados, compreendidos, acolhidos, respeitados, e mais que tudo, importantes, muito importantes na vida do outro. Pôxa, mas se sofremos das mesmas fragilidades por que temos tanta dificuldade em entender o outro?

Talvez seja porque no Amor temos "dois pesos e duas medidas".

Esperamos do outro coisas quase impossíveis, coisas que nós não temos para dar. Coisas como “amor incondicional” ou esperar que o outro tenha a capacidade de adivinhar o que estamos desejando ou pensando sem que se tenha que dizer nada e por aí vai. Se tratássemos o outro como gostaríamos que nos tratassem talvez pudéssemos ser mais felizes no Amor. Homens idealizam suas mulheres e vice-versa.

Lembra do "não faça ao outro..." O que aconteceu ao "Ame o próximo como a ti mesmo"?

E que tal os abusos cometidos em nome do amor?

Quem disse que o amor inclui vigiar a liberdade do outro o tempo todo? Pois é, há muitos casais que se vigiam mutuamente o tempo todo e se criticam o tempo todo. Já não é fácil viver sob o olhar de um outro...

Além disso a mídia tem nos vendido a idéia de que encontrar pessoas é tão fácil que não vale a pena se esforçar muito para manter a relação. "Amor é que nem biscoito, vai um vem oito". Parece que o amor é mais uma questão de mercado que obedece a lei da oferta e da procura. "Se eu sou sarada e bonita me cabe um par igualmente bonito e em forma". A relação romântica passou a ser o encontro conveniente de dois seres para fugir à solidão, à inadequação social. O objeto de interesse no amor é de fato, objeto de interesse, objeto da atenção. Bem longe do encontro EU-TU de Martin Buber.

Já magoados pelas relações anteriores (casamentos desfeitos, noivados rompidos, grandes doses de boa vontade sendo arrasadas por ‘deslealdades’ e decepções...que na verdade não passam todas de experiências de desencontro) temos grande dificudade para investir afetivamente em novas relações, para estabelecer novas ligações. Estamos machucados e temos medo de acreditar...

A confusão do amor com desejo sexual faz com que a troca de parceiro seja mais constante já que o desejo sexual acaba se exaurindo em sua própria satisfação.

Mas e o Amor, onde anda? O que é?

Segundo Erich Fromm, cada vez mais atual, o "Amor não é uma relação para com uma pessoa específica; é uma atitude, uma orientação de caráter, que determina a relação de alguém para com o mundo como um todo, e não para com um 'objeto' de amor. Se uma pessoa ama apenas a uma pessoa e é indiferente ao resto de seus semelhantes, seu amor não é amor, mas um afeto simbiótico, ou egoísmo ampliado. Contudo, a maioria crê que o amor é constituído pelo objeto e não pela faculdade (capacidade de amar)".

E tem mais: "O amor erótico é exclusivo (em nossa cultura), mas ama na outra pessoa toda a humanidade, tudo quanto vive"..."Amar alguém não é apenas um sentimento forte: é uma decisão, um julgamento, uma promessa". E mais que tudo, uma possibilidade. Cada um, dependendo de sua estrutura psicológica, tem expectativas bastante diversas quanto ao Amor. Uns são complementados em suas fraquezas, outros, em suas forças.

Alguns organizam suas vidas em torno do desejo de agradar, de ser cuidado, ou alternativamente, de controlar, de dominar, de manipular, coagindo o parceiro a atender suas satisfações, suas necessidades, suas vontades, porque não confiam na autenticidade do Amor de ninguém, não acreditam que o que são, sem sedução e manipulação, seja suficiente para serem amados. Quer busquem completude ou preenchimento pela dominação ou submissão, pela obediência ou sendo obedecido, sempre há o mesmo fundamental sentimento de vazio, um "oco" no âmago do ser, um "buraco" que "grita", que "urra" onde um "self" autônomo falhou na possibilidade de assimilar e integrar a básica e fundamental solidão existencial.

Nas palavras de Fromm, “Amar é dar”. Dar. Amar é o exercício da generosidade. É a vontade de dar sem esperar nada em troca. Uma incrível e incontrolável vontade de fazer o outro feliz. Fazer “alguma coisa” para ver o outro feliz. O oposto disso são aquelas relações em que vemos um fazer “qualquer coisa” para infernizar a vida do outro. Muitos “medem” o amor do outro pela quantidade de sacrifícios cometidos. E aí, que tal, dar sem esperar receber nada em troca? Você está achando fora de moda? Pelo contrário, é a última moda. Experimenta. Experimenta.


por Bettina Korall

Onde me perdi? (de mim)






(Versão Prosa explicitada)


Quando foi que me pedi de mim?
Quando foi que eu comecei a trair a mim mesmo(a)?
Quando foi que eu comecei a mentir pra mim mesmo(a)?
Por que? O que foi que aconteceu que eu me afastei de mim mesmo(a)?
De minhas sensações físicas, de meus sentimentos?
Foi acontecendo aos poucos ou foi de uma vez?
Quem eu sou de fato ou quem eu me tornei?
Tem volta? Ou será que vou ter que trilhar esta estrada até o fim apesar de não acreditar mais nela?
Qual o custo de voltar "pra casa"?
Como será que eu fui abrindo mão de mim mesmo(a) pra me tornar um clone piorado de mim mesmo?
Será que é por isso que eu não tenho sossego?
Que meu corpo me incomoda o tempo todo com males que vão tornando minha vida difícil?
Que eu não consigo dormir bem?
Que eu não relaxo?
Que eu vivo com medo?
Que eu vivo preocupado?
Que eu vivo amargurado?
Apertado? Respiro mal?


por Bettina Korall

Onde me perdi?


A cidade nos engole e nos digere.

Caminhões passam lentamente

A vida é bela e feia ao mesmo tempo

Vales e não valem a geografia da alma


Conquistando arduamente imobilização

Do nada de si,

Só sobrou a casca

Casca linda mas casca, fina e ruim


Casca cruel e delicada, frágil e fingida

Casca vendida por sonhos de ser feliz

Casca sonhadora e frustrada

Casca delicada


Cai e expõe a noz de vida ruim e vazia

Como não ser quem se é?

Como não se ver de vez em quando?

Como viver com tanta saudade de si?


Como voltar ao ninho vazio?

Abandonado pela ambição

De nada sentir, nada sofrer

Vida só de prazer?


E a cidade nos engole e nos digere

Caminhões passam lentamente

A vida é bela e feia ao mesmo tempo

Vales e não valem geografia da alma


Conquistando parcialmente o nada de si

Sem saber o que a alma diz

O que o desejo quer

E nem mais o que é ser feliz...


sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Que mundo você habita?



“O Princípio do prazer versus o Princípio da realidade.”


E viva o tio Sig!

A chave da felicidade as vezes é bem pequenininha.
Em outras palavras, não é o tamanho da chave que importa!

Esse é um desses assuntos que apesar de, aparentemente, pequenininho, pode realmente trazer grande luz sobre umas das questões que mais produz sofrimento
na condição humana e sua compreensão pode trazer algum conforto e algum alívio.

Esse pequeno movimento de conforto e alívio pode ser responsável pelo começo de mais movimento na direção do bem estar, melhor estar e muito melhor estar,
dependendo de onde você se encontra na vida.

Aqui não tem nada de novo.


Vários pensadores abordaram a questão do “princípio do prazer” versus o “princípio da realidade”. Uma das uma melhores contribuições foi a de

Sigmund Freud (1856-1939),

chamado de “o pai da psicologia” embora hoje, penso mesmo que ele foi o “tio” da psicologia...(rs...)

Hoje a gente já sabe que a psicologia tem vários "tios" e nenhum "pai".

Ele detecta que o ser humano tem em constante conflito o “princípio da realidade versus o princípio do prazer”. (O que é absolutamente genial!)


E a gente identifica isso na nossa vida, fácil! Fácil!


Quantas vezes, a gente tem que deixar de fazer alguma coisa que está adorando fazer, porque tem que fazer outra, por obrigação ou responsabilidade?


Bate o “princípio da realidade" de frente com "o princípio do prazer”. Você tem que fazer um relatório ou qualquer outra obrigação e está esparramado no sofá curtindo uma

preguicinha básica com um petisquinho e uma bebidinha...Quem vai querer largar o sofá numa circunstância dessa? É domingo...

“Eu até gostaria de ficar mais tempo de férias do que eu fico mas acontece que meu salário não dá para ficar mais tempo de férias...”


Sacou o “princípio da realidade”?


“Não é que eu não gostaria, eu gostaria muito..., mas não dá”

E as vezes, muitas vezes, é possível que você tente construir sua existência conforme seu sonho...

A infância dos seus sonhos, a família dos seus sonhos, a faculdade dos seus sonhos, o trabalho dos seus sonhos, o carro dos seus sonhos, a mulher dos seus sonhos,

e bumm!!! Choque com a realidade.


Esse choque pode acontecer em qualquer dimensão das nossas vidas...

Dei exemplos mais suaves de conflitos entre essas instâncias mas esses conflitos acontecem em instâncias maiores e mais profundas, como escolha de profissão,
escolha de parceiro(a), de casa, de carro, etc.... e etceteras bem doloridos...

É comum, é muito comum da juventude, desafiar essa lei do “princípio da realidade” versus "princípio do prazer".


Aliás, cada um de nós, queria descobrir a formula da felicidade total: prazer total, nenhum sofrimento...É ou não é?

Porque, na verdade, o jeito é ir temperando as duas instâncias da realidade e do prazer, na sua vida.

Elas vão se "negociando" e "renegociando", não é?

Mas é da juventude, em geral, desafiar essa lei...


Porque a gente cria eles bem, alimenta eles bem...dá uma boa caminha, dá conforto...e depois eles não querem deixar esse conforto de jeito nenhum...


“Princípio do prazer” a toda. "Princípio da realidade" a toda.

E como na física, eles possuem forças equivalentes.


É da nossa cultura criar nossos filhos com muito mais liberdade e prazer que nossos pais relatam ou nossos avós.

O que provoca mais ansiedade em nossos pimpolhos que não estão muito familiarizados com frustração.

Assim como também não estamos muito acostumados, por causa da nossa cultura, a prestar atenção

longamente a nada, o que resulta numa epidemia de “DDA” (“Disturbio de Atenção”).


As coisas são apresentadas sucinta e resumidamente porque senão você “perde” seu interlocutor.

A gratificação tem que ser imediata, senão eu passo pra outra coisa. Eu me desinteresso.


Vejo isso muito também nas relações humanas. Pouca paciência para investir.

Para construir.

Acaba faltando consistência nas relações.


Da mesma forma que nada é, também, muito profundo.


Novamente, o que me levou a escrever foi a constatação de que muito sofrimento, nas nossas vidas, vinha da colisão desses dois "mundos",

o do prazer e o da realidade.


A idéia era provocar uma reflexão sobre o tema. Provocou?


por Bettina korall

bettinakorall@gmail.com